Lugar ao Sul
  • Sobre nós
  • Autores
  • Convidados
  • Personalidade do Ano a Sul
    • Personalidade de 2017
  • Contactos
  • Sobre nós
  • Autores
  • Convidados
  • Personalidade do Ano a Sul
    • Personalidade de 2017
  • Contactos

Bem-vindo

Os que não vemos

3/5/2017

0 Comentários

 
Por Bruno Inácio 

No primeiro de maio, dia simbólico que muitos aproveitam para desfrutar do convívio da família e dos amigos, quatro pessoas perderam a vida no mar em Portugal. Na Costa da Caparica, um homem de trinta e um anos, na praia da Nazaré um casal de espanhóis com cerca de sessenta anos e na Póvoa do Varzim uma austríaca. 
Imagem
Créditos fotográficos João Pedro Canhoto
Traídos pelo mar cujo chamamento de beleza os levou até lá, este dia trágico deve nos fazer lembrar também aqueles que todos os anos nos protegem ao longo da costa. Não me refiro só aos nadadores salvadores, mas também a um conjunto de entidades públicas e privadas que trabalham afincadamente, durante muitos meses, para que a época balnear corra da melhor forma.

No Algarve, somos felizmente “invadidos” por um tsunami de turistas que escolhem a nossa região para o merecido descanso. Eles e nós - os que cá vivemos - temos a felicidade de viver num país que se desenvolveu e que soube criar um conjunto de organismos que trabalham para que a nossa segurança seja uma realidade.

Tantas vezes invisíveis aos nossos olhos, milhares de homens e mulheres, das mais variadas idades e nas mais variadas funções, asseguram que tragédias como as que aconteceram no primeiro de maio sejam esporádicas. Não damos por eles, mas a verdade é que todos os dias, em terra e mar, em postos de controlo, de vigia ou em funções de planeamento, comando e administração, eles estão lá para garantir que nós continuemos por cá.

Certamente que existem problemas para resolver, coisas que se podiam fazer melhor, locais mais e melhor protegidos. Aqui no Lugar ao Sul, o pensamento critico leva-nos muitas vezes a levantar questões, a chamar a atenção para o que está errado. Hoje, sem aprofundar a questão, parece-me justo simplesmente saudar quem nos ajuda porque as tragédias também devem servir para isso.

As tragédias ajudam-nos sempre a colocar tudo em perspectiva e nesta época do ano em que se inicia a romaria até à costa, saibamos louvar a nossa capacidade colectiva de nos protegermos e de nos defendermos. Bem sei que tudo isto nos parece distante, mas no dia em que necessitarmos de apoio, sabemos que da transparência a que estão votados, surgirá alguém para nos ajudar.
​
A todos aqueles que trabalham para nos manter seguros – Bombeiros, GNR, PSP, Marinha, Nadadores Salvadores, Autarquias, Estado, Associações e Privados - fica o desejo de que a época balnear sejam pontuada com o mínimo de tragédias possível. Desejavelmente nenhuma. 
0 Comentários



Enviar uma resposta.

    Visite-nos no
    Imagem

    Categorias

    Todos
    Anabela Afonso
    Ana Gonçalves
    André Botelheiro
    Bruno Inácio
    Cristiano Cabrita
    Dália Paulo
    Dinis Faísca
    Filomena Sintra
    Gonçalo Duarte Gomes
    Hugo Barros
    Joana Cabrita Martins
    João Fernandes
    Luísa Salazar
    Luís Coelho
    Patrícia De Jesus Palma
    Paulo Patrocínio Reis
    Pedro Pimpatildeo
    Sara Fernandes
    Sara Luz
    Vanessa Nascimento

    Arquivo

    Março 2019
    Fevereiro 2019
    Janeiro 2019
    Dezembro 2018
    Novembro 2018
    Outubro 2018
    Setembro 2018
    Agosto 2018
    Julho 2018
    Junho 2018
    Maio 2018
    Abril 2018
    Março 2018
    Fevereiro 2018
    Janeiro 2018
    Dezembro 2017
    Novembro 2017
    Outubro 2017
    Setembro 2017
    Agosto 2017
    Julho 2017
    Junho 2017
    Maio 2017
    Abril 2017
    Março 2017
    Fevereiro 2017
    Janeiro 2017
    Dezembro 2016
    Novembro 2016
    Outubro 2016
    Setembro 2016

    Feed RSS

    Parceiro
    Imagem
    Powered by Epopeia - Make It Happen

“Sou algarvio
​e a minha rua tem o mar ao fundo”
 

​(António Pereira, Poeta Algarvio)

​Powered by Epopeia - Make It Happen