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O Estranho Caso do Deputado João Vasconcelos – A sequela

31/5/2017

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Por Bruno Inácio

Quem não conhece aquela sensação de saber que está a chegar a sequela de um filme que nos marcou? Saber que a película vai ter continuação é motivo de alegria para qualquer cinéfilo cujo filme original foi bestial.

Ou não. Se o filme for aquele que aqui descrevi e comentei (qual Lauro Dérmio – mas sem jeitinho nenhum) no início deste ano e que intitulei de “O Estranho Caso do Deputado João Vasconcelos” (ler aqui), a existência de uma sequela só pode ser má noticia. 
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No filme original, que tem como protagonista o Deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo Algarve João Vasconcelos, o insólito marcava a trama que, diga-se de passagem, tinha todos os ingredientes para ser um blockbuster.

Permitam-me que vos relembre: um presidente de uma comissão de utentes de uma determinada estrada com portagens recomendou a um Deputado que este tivesse um determinado sentido de voto (contra) sobre uma matéria (Orçamento de Estado). No entanto esse Deputado, que até concordava com o presidente da dita comissão de utentes já havia votado em sentido contrário (favoravelmente) àquele que ambos concordavam ser o correto e ainda assim estava a receber uma recomendação para rever o próximo sentido de voto. Momento épico do filme: ambos eram (e são) a mesma pessoa!

Sucesso é sucesso e se o público (que não sabia se havia de rir ou chorar) ficou estupefacto, venha de lá a sequela porque perdido por cem, perdido por mil, o que faz realmente falta é animar a malta.

Como boa sequela que é, este segundo filme tem um novo protagonista de peso - o Presidente do PS e líder parlamentar Carlos César - que, para nosso azar regional, apenas veio reforçar o insólito.

O Gonçalo Duarte Gomes, aqui no Lugar ao Sul já aqui tratou do acontecimento de forma contundente (ler aqui).

As declarações do Senhor Insular, aliás - agora rebaptizado no caviar de lesboa – Senhor Todo-Poderoso, sobre a estância turística onde, como todos sabem, nada mais fazemos que turistar e nada trabalhar, andaram nas bocas das redes sociais e até chegaram as TV´s. Vantagens de ter protagonistas de peso. Basicamente, Carlos César (AKA Senhor Todo-Poderoso), dizia que o PSD e o Bloco de Esquerda vieram para o Algarve fazer as suas jornadas parlamentares para que os Deputados estivessem de molho enquanto o PS foi para Portugal onde a atenção politica é efectivamente necessária.

Dando seguimento ao argumento, os parlamentares sociais democratas lá estrebucharam e se indignaram sendo que o mesmo se esperava do protagonista do filme “O Estranho Caso do…”. Desenganem-se os que pensavam que o dito cujo não o tinha feito, pensando esses que o Deputado tivesse preso ás amarras de uma qualquer Gerigonça. Nada disso. Protagonista que é protagonista assume o papel e para o provar, aqui está a dita indignação (ou o estrebuchamento):
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Convenhamos que já o vimos a usar palavras substancialmente mais contundentes do que “declarações infelizes e desrespeitosas e que não correspondem à verdade” para situações substancialmente menos contundentes do que esta, mas vá, vamos dar isso de barato.

A trama ganha dimensão no segundo parágrafo da indignação do Deputado. Regressando ás suas vestes multipolares, o Deputado exige que o Senhor Todo-Poderoso Carlos César peça desculpa ao Algarve pelo seu “governo manter portagens criminosas no Algarve”. Então, mas este governo afinal não existe simplesmente porque o partido de Deputado em causa o apoia?
​Sim, existe simplesmente por isso.

Confuso? Calma. Vem aí o epílogo final.

Não contente, o Deputado vai mais longe e afirma: “Portagens que Carlos César, com o seu voto, ajuda a manter”. E agora, os espectadores perguntam e com legitimidade: então não conta para nada o voto do Deputado João Vasconcelos que ajuda a manter o Governo que vota para que as portagens se mantenham?

Soubesse o David Fincher desta trama e nunca “O Estranho Caso de Benjamin Button” teria sido produzido.

Reafirmo o que escrevi aquando da critica ao primeiro filme desta triste série: É o maior embuste eleitoral que alguma vez vimos no Algarve.

Esperemos, pois, que a coisa não dê em trilogia. Ou pior, em troika! 
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